Afeto Emancipatório (2017)

No dia 28 de setembro de 2016, em Belo Horizonte (galeria de arte Espaço Fôlego), a eterna ministra Nilma Lino Gomes nos agraciou em uma roda de conversa com as seguintes palavras...

...“Nós termos lutado contra o racismo dentro da velha política, digamos assim, nós já inovamos, mas navegamos naquela estrutura.

Eu acho que nos ajuda muito quando você não está sozinho. Quando você está com sentido de construir o que eu estou chamando AFETO EMANCIPATÓRIO, porque a ideia que se tem do afeto é que o afeto sempre mina a sua energia, te fragiliza, isso principalmente quando as pessoas querem fazer um discurso misógino, sexista, que associa o afeto à mulher, como
muito feminino mais especificamente, mas o que eu tenho descoberto é que o afeto pode ser
emancipatório.

Você pode trabalhar politicamente com afeto, se você tem nisso como estratégia, não é fácil, mas é possível. Isso pode, quem sabe, transformar esse poder que está tão cristalizado, tão estruturado em velhas formas de fazer a escuta, velhas formas de lidar com o poder, velhas formas de ser racista. E a gente está encontrando agora novas formas.”

Nilma falava frente a frente com Áurea Carolina, que dias depois se tornou a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, com afeto emancipatório, tema da 1ª edição do Prêmio Leda Maria Martins.


Data de realização: 06 de dezembro de 2017

Local: BDMG Cultural


Espetáculo Premiados em 10 categorias do Prêmio LMM 2017

Comissão de jurados(as):
Marcos Alexandre: ator, dramaturgo, crítico de artes cênicas e pesquisador.
Soraya Martins: atriz, pesquisadora e crítica de artes cênicas.
Grazi Medrado: atriz, produtora cultural e curadora.
Mário Rosa: pesquisador e crítico de artes cênicas.
Márcia Maria Cruz: pesquisadora e jornalista cultural.

Categorias:
1- Encruzilhada – Área: Direção
“Pai Contra Mãe” – Cia Fusion

2- Muriquinho – Área: Infanto-juvenil
Abena – Cia Bando

3- Oralitura – Área: texto, trilha sonora.
Vaga Carne – Grace Passô

4- Corpo Adereço – Área: Dança
Quilombos Urbanos – Cia Será Que?

5- Performance do Tempo Espiralar – Área: Performance
Apologia III – Coletivo Tropeço

6- Lugar da Memória – Área: Cena Curta
ROLEZINHO - nome provisório (Cenas Pretas) – Alexandre de Sena
Refém Solar – Elisa Nunes

7- Afrografia – Área: Atuação
Vaga Carne – Grace Passô

8- Cena em Sombras – Área: Cenário, figurino e/ou luz.
Eras – Coletivo Negras Autoras

9- Palco em Negro – Área: Espetáculo longa duração.
Madame Satã – Grupo dos Dez

10 – Ancestralidade – Área: Personalidade, homenagem, revelação.
Memórias de Bitita: o coração não silenciou – Grupo Circo Teatro Olho da Rua