CATEGORIAS

 

 

1ª ENCRUZILHADA. Área: direção.
Lugar onde se cruzam caminhos, ponto crítico em que uma decisão deve ser tomada. O tecido cultural brasileiro, por exemplo, deriva-se dos cruzamentos de diferentes culturas e sistemas simbólicos.

2ª MURIQUINHO. Área: infanto-juvenil.
Muriquinho é uma bantuização de molequinho, menininho. Muriquinho piquinino significa um ‘menininho muito pequeno’.

3ª ORALITURA. Área: texto, trilha sonora.
“Oralitura” não nos remete univocamente ao repertório de formas e procedimentos culturais da tradição verbal. Nem todas as sociedades confinam seus saberes apenas nos livros, arquivos, museus e bibliotecas, mas resguardam, nutrem e vinculam seus repertórios em outros ambientes da memória, suas práticas performáticas.

4ª CORPO ADEREÇO. Área: dança.
O corpo afro-brasileiro é um corpo de adereços; movimentos, voz, coreografias, propriedade de linguagens, figurinos, desenhos na pele e no cabelo, adornos e adereços grafam esse corpo/corpus, estilística e metonimicamente como lócus e ambiente do saber e da memória.

5ª PERFORMANCE DO TEMPO ESPIRALAR. Área: performance.
A primazia do movimento ancestral, fonte de inspiração, matiza as curvas de uma temporalidade espiralada, na qual os eventos, desvestidos de uma cronologia linear, estão em processo de uma perene transformação... Nas espirais do tempo tudo vai e tudo volta.

6ª LUGAR DA MEMÓRIA. Área: cena curta.
As performances rituais, a cena e as elaborações espetaculares negras concebem verdadeiros ambientes da memória.

7ª AFROGRAFIAS. Área: atuação.
O corpo, na qualidade de portal da sabedoria, grafa saberes, conhecimentos, e sentidos por meio do gesto, da voz, da coreografia e da palavra poética, cujas ressonâncias expressivas constituem um amplo repertório de nossa memória cultural.

8ª CENA EM SOMBRAS. Área: cenário, figurino e/ou luz.
Na publicação “A Cena em Sombras” Leda Maria Martins projeta e define os problemas enfrentados pela cena artística negra. Mapeando a história do Teatro Negro e sua estética, a autora descerra as cortinas de um espetáculo de opressão, preconceitos e injustiças há séculos reencenados por este mundo afora.

9ª PALCO EM NEGRO. Área: espetáculo longa duração.
“O Palco em Negro” de Leda Maria Martins é um estudo sobre a escritura dramática e sobre a escritura cênica de companhias de teatro negro brasileiro na atualidade, buscando estabelecer os aportes estéticos e epistemológicos que se sobressaem em suas produções.

10ª ANCESTRALIDADE. Área: personalidade, homenagem, revelação.
Legado de antepassados. No caso brasileiro, os ritos de ascendência africana reterritorializam uma das mais importantes concepções africanas, a ancestralidade que constitui a essência de uma visão que os teóricos das culturas africanas chamam de visão negra-africana do mundo.


Referências

MARTINS, L. M.. A cena em sombras. 1. ed. São Paulo: Perspectiva, 1995. v.1.220p. Sinopse Disponível aqui.

MARTINS, L. M.. Afrografias da memória: O Reinado do Rosário no Jatobá. 1. ed. São Paulo / Belo Horizonte: Perspectiva / Mazza Edições, 1997. v. 1. 208p.

MARTINS, L. M.. Performances da oralitura: corpo, lugar da memória. Letras (Santa Maria), Santa Maria, v. 25, p. 55-71, 2003.

MARTINS, L. M.. Performances do tempo espiralar. In: Graciela Ravetti; Márcia Arbex. (Org.). Performance, exílio, fronteiras, errâncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2002, v. 1.

MARTINS, Leda Maria. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível aqui. Acesso em: 12 abril 2018.

QUEIROZ, Sônia; FREITAS, Neide (Org.) ; ROCHA, I. S. (Org.) ; VERISSIMO, A. C. (Org.) ; CARVALHO, J. J. (Org.) ; LUCAS, G. (Org.) ; MAGALHAES, D. (Org.) ; GNERRE, M. (Org.) ; CASTRO, Y. P. (Org.) ; LOPEZ, A. (Org.) ; CAMP, M. (Org.) ; CÂMARA, A. A. A. (Org.) . Vissungos: cantos afrodescendentes em Minas Gerais. 3. ed. Neide Freitas; Sônia Queiroz, 2015. 153p .. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/padrao_cms/documentos/eventos/vivavoz/Vissungos_site.pdf