PRETUGUÊS (2021)

Tema que orienta a seleção dos espetáculos premiados, referenciado em LÉLIA GONZALEZ.
A cultura brasileira é uma cultura negra por excelência, até o português que falamos aqui é diferente do português de Portugal. Nosso português não é português, é ‘pretuguês’. Se a gente levar em consideração, por exemplo, a atuação de mulher negra, a chamada ‘mãe preta’, que o branco quer adotar como exemplo do negro integrado, que aceitou a democracia etc. e tal, ela, na realidade, tem um papel importantíssimo como sujeito suposto saber nas bases mesmo da formação da cultura brasileira, na medida em que ela passa, ao aleitar as crianças brancas e ao falar o seu português (com todo um acento de quimbundo, de ambundo, enfim, das línguas africanas), é ela que vai passar pro brasileiro, de um modo geral, esse tipo de pronúncia, um modo de ser, de sentir e de pensar. (Entrevista a Patrulhas ideológicas, no livro “Por um Feminismo Afro Latino Americano”. Organização Flavia Rios e Márcia Lima, p.289-290).
Dia 13 de dezembro de 2021
Transmissão ao vivo, exibida do Teatro Espanca
Duração – 1:46:55
Homenagem: Lélia Gonzalez
Curadoria: Denilson Tourinho
Júri 2021: Anne Vaz e Marcos Alexandre
Prêmio: troféu, certificado e livros: “Afrografias da Memória – O Reinado do Rosário no Jatobá”, “Performances do Tempo Espiralar – poéticas do corpo-tela” e “Por um Feminismo Afro Latino Americano – Lélia Gonzalez”.
Participações artísticas: Fabio da Serra (música “Deixa eu Falá meu Pretuguês”) e Josy Anne.
Patrocínio: BDMG Cultural e BDMG
Apoio: Ponta de Anzol e Aqui Também é meu Quilombo.
Parceria: Cerbambu, Editora Perspectiva, Editora Cobogó, Companhia das Letras, Comis Salgados, Kitutu Gourmet, Divino Forno, Valéria Duarte e Aldo Clécius.
Espetáculos Premiados em 10 categorias do Prêmio LMM 2021
categoria, espetáculo, ano de estreia e localidade
ENCRUZILHADA – Área: direção.
Ebó – 2020 (MG)
MURIQUINHO – Área: infantojuvenil.
Omobirim Agbara – 1999 (MG)
ORALITURA – Área: texto – trilha sonora.
Baixa Visão – 2020 (MG)
CORPO ADEREÇO – Área: dança.
Nada mais é – 2017 (MG)
PERFORMANCE DO TEMPO ESPIRALAR – Área: performance.
Vem… pra ser infeliz! – 2017 (MG)
LUGAR DA MEMÓRIA – Área: cena curta.
Ano que vem eu vou – 2021 (MG – SP)
AFROGRAFIA – Área: atuação.
Quelé, mãe do canto ancestral – 2019 (MG)
CENA EM SOMBRAS – Área: cenário – figurino – luz.
Fiandeira – 2021 (MG)
PALCO EM NEGRO – Área: espetáculo longa duração.
Chão de Pequenos – 2017 (MG)
ANCESTRALIDADE – Área: personalidade – homenagem – revelação.
Q’eu isse – 2008 (MG)
Di-quebrada – 2021 (BA)
Cadiquê – 2011 (RJ)
Corpocatimbó – 2018 (CE)
Como falar de coisas invisíveis? – 2019 (SP)
Quaseilhas – 2018 (BA)
Negra Palavra Solano Trindade – 2019 (RJ)
Ainda Vivas – 2019 (CE)
Doú Alabá – 2021 (BA)